Home   |   Empresa   |   Small Business IT Services   |   Franquias   |   Oportunidades de Carreira   |   IBI - Legal Jurisdiction Domains   |   Worldwide   |   Brasil contacts   |

 

 

NOTÍCIAS

 

-----------------------------------------------------------------------

Alternativa ao chip de silício é criada por pesquisadores suíços

 

Feito de molibdenite, material pode ser fabricado com três átomos de espessura - mas pode levar até 20 anos para ser viável.

 

Por Sophie Curtis, do Techworld (EUA)

13 de dezembro de 2011 - 12h39

 

Pesquisadores suíços criaram o primeiro chip de computador feito de molibdenite (MoS2), um mineral natural que está sendo considerado com alternativa de baixo consumo energético ao silício.

O circuito integrado foi feito no Laboratório de Eletrônicos e Estruturas de Nanoescala (Lanes, em inglês) da Escola Politécnica Federal de Lausane (Suíça). Os estudiosos afirmaram que os experimentos provaram que os chips feitos desse material podem ser menores, utilizar menos energia e ser mais flexíveis do que os de silício. 

 

Até agora, não foi possível fabricar camadas de silício com menos de dois nanômetros de espessura, por causa do risco de iniciar uma reação química que poderia oxidar a superfície e comprometer suas propriedades elétricas. A molibdenite, por outro lado, pode ser fabricada em camadas de apenas três átomos de espessura, tornando possível a produção de chips com um terço do tamanho. Mesmo nessa escala minúscula, o material permanece estável e a condução é fácil de ser controlada, de acordo com Andras Kis, diretor do Lanes. 

 

A molibdenite também pode competir com o silício por causa de sua habilidade de amplificar sinais eletrônicos, com sinal de saída quatro vezes mais forte do que o de entrada. Isso significa que os transistores de MoS2 possuem alta eficiência energética, e Kis sublinhou ainda que há um “potencial considerável para criar chips mais complexos”. 

 

Finalmente, a flexibilidade desse material poderia torná-lo adequado para uso em eletrônicos flexíveis, como folhas de chips maleáveis. Essas peças poderiam ser utilizadas um dia para fabricar computadores capazes de serem enrolados ou dispositivos que possam ser afixados à pele, disseram os pesquisadores. A molibdenite está sendo comparado com o grafeno, outro semicondutor flexível que muitos acreditam que vá se tornar um sucessor natural do silício, por ser também extremamente fino, feito de apenas uma camada de átomos de carbono. 

No começo do ano, pesquisadores da IBM construíram o primeiro circuito integrado baseado em grafeno capaz de operar a frequência de até 10 GHz, ou 10 bilhões de ciclos por segundo; os circuitos atuais alcançam escalas de apenas 4 GHz. Experimentos com esse material mostraram uma gama de usos em potencial, incluindo acelerar a velocidade da internet no futuro, fabricar baterias que carreguem mais rápido e melhorar a densidade e agilidade de aparelhos de impressão. 

 

No entanto, a equipe de Kis identificou vantagem importante que a molibdenite possui em relação ao grafeno – ela pode amplificar sinais eletrônicos a temperatura ambiente, enquanto o grafeno precisa ser resfriado a 70 graus Kelvin (cerca de 203 graus Celsius negativos), o suficiente para transformar nitrogênio em líquido. 

 

Todavia, toda essa animação acaba por aqui. Apesar do potencial da molibdenite, os pesquisadores afirmaram que faltam pelo menos de dez a 20 anos antes que produtos obtidos com o mineral sejam vendidos comercialmente. Enquanto isso, o grupo pretende explorar se esse mineral pode ser mais condutivo.

 

 

-----------------------------------------------------------------------

Estudo afirma que Chrome é o navegador mais seguro do mercado

PC World EUA
12-12-2011
(Katherine Noyes)

 

Accuvant analisou também Internet Explorer e Firefox, e concluiu que browser da Google é o que possui as melhores ferramentas de proteção.

 

Ainda que o momento do Firefox seja cercado de incertezas, é preciso admitir que o mês do Chrome tem sido ótimo. Além de ter ultrapassado o rival, obtendo a segunda colocação no mercado de navegadores, o software foi eleito o mais seguro entre os três browsers mais populares.

 

“Chrome e Internet Explorer implantaram sistemas que coíbem explorações, e o Firefox está atrás por não contar com a ferramenta de endurecimento JTT”, diz o estudo, conduzido pela companhia de segurança Accuvant.

O programa da Google, além disso, possui sandbox, “implantado de forma compreensiva e inteligente”, o que o torna o “mais protegido contra ataques externos”, diz a empresa.

A pesquisa, é preciso ressaltar, foi patrocinada pela própria gigante das buscas, mas as ferramentas utilizadas estão disponíveis para que os próprios internautas façam seus testes.

 

Embora muitos comparativos valorizem relatórios de vulnerabilidades e listas de sites maliciosos bloqueados, a Accuvant preferiu atentar para técnicas que impedem invasões.
 

A análise
Em cinco conceitos – correções de segurança, navegação segura, Sandbox, KIT e arquitetura para plugins – o Chrome tirou nota máxima, alegou a Accuvant. O IE ficou em segundo, por conta de deficiência no sandbox e no JIT, e o Firefox, em último, por falhar também na integração dessas duas ferramentas.

O Chrome ganhou pontos por ser o mais rápido nas atualizações. Seus patchs são liberados, na média, a cada 53 dias, enquanto que, no caso do Firefox, a cada 158. No Internet Explorer o número sobe para 214.

Os três softwares – que, juntos, representam 93% do mercado – foram analisados em computadores com o sistema Windows 7. A conclusão, de certa forma, vai na mesma direção que o evento hacker Pwn2Own, no qual o Chrome não foi batido pelos desafiantes.

É verdade que há motivos ideológicos para se manter com o Firefox, além, é claro, das suas qualidades como programa. Ele é um browser seguro e pode ficar ainda mais se baixado na versão desenvolvida pela empresa alemã Sirrix AG, chamada de BitBox.

Ainda assim, quanto mais pesquisas são feitas, mais fica claro que, dentre os três principais navegadores, o Chrome é, de fato, a melhor escolha em se tratando de segurança.

 

-----------------------------------------------------------------------

Em quatro meses, tráfego via dispositivos móveis aumentou 60% no País

“Em Deus confiamos. Quanto aos outros, que tragam dados”. A célebre frase do estatístico americano Edwards Deming foi lembrada por Juliano Marcílio, presidente de marketing da Serasa Experian. A palestra, afinal, da qual faziam parte os executivos da comScore, do Ibope Nielsen e do Navegg, além do próprio Marcílio, servia para apresentar estatísticas inéditas a respeito da Internet no Brasil.

Os quatro preferiram concentrar em números específicos – que sugerem uma mudança de comportamento dos internautas – em vez de apresentar um panorama geral. Alex Banks, diretor-geral da comScore, por exemplo, destacou o crescimento das plataformas móveis no País. “Em quatro meses, o tráfego gerado por smartphones e tablets aumentou em 60%. Não vimos nada parecido em nenhum outro lugar o mundo”, afirmou nesta quinta-feira (29/09), durante o Digital Age – evento de marketing digital, promovido pela Now!Digital Business.

 

A audiência a partir desses dispositivos ainda é modesta: representa apenas 1% dos pageviews no Brasil – nos Estados Unidos e Reino Unidos, sobe para 7%. O que chama a atenção é que em blogs e sites de jornais o índice mais que dobra (2,5%), e em portais de tecnologia, quadruplica (4%).

Outra questão interessante é o sucesso dos tabletsentre os brasileiros. Quase 40% do tráfego via dispositivos móveis parte desses aparelho, enquanto que nos Estados Unidos – onde a moda chegou antes por conta do iPad – o número não passa dos 30%. Aqui no Brasil a a navegação gerada a partir de iPads (34,3%) já supera a gerada a partir de samartphones como o iPhone (20,9%) e Android (14,5%) e dos chamados Feature Phones. Banks explicou o porquê dessa surpreendente divisão, mas não negou que um dos motivos pode ser o alto valorcobrado pela navegação 3G por aqui – se for para acessar a Internet em casa, por Wi-fi, que seja por uma tela maior.

 

Juliano Marcílio, da Serasa Experian, também mostrou dados impressionantes. “Para essa conferência, resolvemos nos tornar verdadeiros caçadores de mitos”, disse. Primeiro, quis desqualificar a tese de que a web no Brasil é extremamente concentrada. De fato, os 120 sites mais visitados representam 75% da audiência nacional, enquanto que os outros 350 mil ficam cm os 25% restantes.

No entanto, se o Orkut for retirado da estatística, a situação muda de figura. Para chegar ao índice de 75%, seriam necessários os 50 mil portais mais acessados, não mais os 120 citados anteriormente. Sim, a rede social da Google continua soberana no País, embora, segundo o próprio executivo deverá ser igualada pelo Facebook já no começo do ano que vem.

Quanto ao à utilização da Internet pelo Brasil, o sudeste responde por 61% dos acessos. No entanto, nos últimos seis meses, perdeu 6% de participação, enquanto que o norte ganhou 35%. A tendência é que nos próximos anos a distribuição se equilibre – embora a região mais rica deva continuar na liderança, pois é também a mais populosa.

A publicidade nas mídias digitais foi a primeiro assunto desenvolvido por Fabia Juliasz, CEO do Ibope Nielsen. Ela concorda que o índice oficial – que dá 5% do bolo para a web – não está correto, por não considerar as empresas de e-commerce nem os links patrocinados em ferramentas de busca. “Acredito que a parcela correta é de 10%”, afirmou. “E até 2020, deverá atingir 20%”.

O número de internautas brasileiros – já são quase 80 milhões – tem crescido a uma taxa de 25% anualmente. Isso repercute, por exemplo, no varejo, já que o comércio online corresponde um décimo das vendas do setor.

O principal, porém, é que a população modificará sua postura a curto prazo. Cada vez mais, ela tem consumido conteúdos diferentes nas mais diversas plataformas e, o que é mais incrível, simultaneamente. A classe AB entra na Internet e assiste à TV ao mesmo tempo – e confia mais na web do que nos jornais para se informar – e a classe C ouve rádio e lê os periódicos – e acredita mais neles do que nos portais. A DE também prefere o rádio, mas em vez dos diários, lê revistas enquanto o escuta.

O fundador do Navegg, Pedro Cruz, ressaltou que é importante observar os interesses dos usuários para saber onde investir. “O poder aquisitivo das mulheres nunca esteve tão grande, e 5 milhões delas visitam portais de beleza”. É uma boa forma de atingir uma audiência específica, já que os homens respondem por apenas 13% do tráfego dessas páginas.

Por fim, todos concordaram que a publicidade na Internet é mais eficiente quando no formato vídeo. As TVs conectadas e o conteúdo sob demanda tem potencial para alterar o paradigma fundado pelos canais televisivos, de propagandas com apenas 30 segundos. Destacaram, no entanto, que a interação com o público deve se dar em todos os meios, saindo do online e chegando ao offline, ou partindo do real e chegando ao virtual. Se os clientes utilizam diversos veículos, é preciso alcançá-los onde quer que estejam.

 

 

Copyright 2011-2012 ACERVO DIGITAL IBI all rights reserved